Associação Brasileira de Antropologia

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Novas Pesquisas

Editorial
Gustavo Santa Roza Saggese, Camila Alves Machado Sampaio e
Barbara Maisonnave Arisi

Novas Pesquisas - Blog



OS TERNOS DE CONGADO EM MINAS GERAIS: SUAS VARIAÇÕES MÍTICAS, RITUAIS E O ESQUEMA FESTIVO

  

1. congadeiros e bandeira de n. sra do rosrio 1.Congadeiros e bandeira de N. Sra. do Rosário. São João del Rei, 2007. Créditos Daniel Albergaria Silva

 

Daniel Albergaria Silva
Doutorando em Ciências Sociais
Universidade Federal de Juiz de Fora

 

Os coletivos denominados “ternos de congado” realizam cortejos em algumas festas organizadas em homenagem à “Nossa Senhora do Rosário”, onde através do canto, da dança e da manipulação de objetos simbólicos saúdam santos não apenas católicos, coroam Reis Congos e dialogam com outros grupos de congado. Para além dos materiais etnográficos coletados por ocasião da dissertação de mestrado (Silva, 2009), pretendo explorar agora temas míticos e rituais dos festejos, assim como estender a abordagem sobre suas variações valendo-se de um esquema geral desta festa que ocorre em diferentes locais do Brasil. 

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AL-HARAKAT SHIBAAB SITTAH ABRIL. PERFORMATIVIDADE E MEMÓRIA CORPORAL NA PRIMAVERA ÁRABE CAIROTA, EGITO

 

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Imagem utilizada pelo Al-Harakat Shibaab Sittah Abril em seus manifestos

  

Potyguara Alencar dos Santos
Doutorando em Antropologia Social
Universidade de Brasília


“The modern Egyptian metropolis, to the inhabitants of which most of the contents of the following pages relate, is now called ‘Masr’; more properly, ‘Misr’; but was formerly named 'El-Kahireh’; whence Europeans have formed the name of Cairo” (Lane, 1973 [1833-1835]: 4).

 

“Não lhe ocorre deixar que o egípcio fale por si mesmo, visto que, presumivelmente, qualquer egípcio que venha a falar será antes, ‘o agitador que quer criar dificuldades’” (Said 1990: 44).

 

 O nome de uma praça nunca antes noticiado para o mundo de maneira tão expressiva agora surgia pela imagem de uma multidão da qual não sabíamos se estava concentrada para festejar uma ritualística cívica ou para praguejar contra o nome do “seu” governante: “Saia, Mubarak!”. Tahrir, no centro da metrópole cairota, abria-se aos eventos que a imprensa alcunharia a partir de então de Primavera Árabe; denominação genérica que passava a representar os movimentos sociais em proliferação nos países da África Norte-Saariana, Oriente Médio e Península Arábica, resultando na derrubada de uma série de governantes nacionais. O termo Primavera Árabe é tomado de empréstimo da denominada Primavera dos Povos (Les Printemps des Peuples) que eclodiu no ano de 1848, na Europa central e oriental, quando representantes das classes média e baixa de alguns países passaram a questionar a continuidade dos regimes monárquicos e autocráticos desinteressados com os problemas econômicos e políticos nacionais (Fejto 1948).  

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A STUDY OF/ON INDIA’S MIDDLE CLASS

 

Soumodip Sinha
M. Phil in Sociology
University of Hyderabad, India

 

Colonialism (either in a settled or non-settled form) has been a common feature to the Global South. In the Indian context, a significant product of the colonial regime and its administrative policies was the middle class. An organic link can be established between colonialism and this class. However, in contemporary times, the discussion on the changing contours of the middle class has rejuvenated and has assumed significance in India as well as globally. This discussion has absorbed itself within the contemporary debates on globalization, global capitalism and social change. What are the significant factors behind these developments? Why has the middle class assumed enormous significance in contemporary times and how do we study it? In my research work, I have reviewed and analyzed the literature (debates and discussions) on the middle class, especially on the ‘new’ middle class; in doing so, I have assessed the range and depth of the debates taking place on this conceptual category and have located the theoretical approaches that have been used to study it. 

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“É PRECISO CONHECER O CONTEXTO DA COMUNIDADE”: POLÍTICAS CULTURAIS NA COMUNIDADE QUILOMBOLA DE CASTAINHO, PE

 

Jaqueline de Oliveira e Silva
Mestranda em Antropologia
Universidade Federal de Pernambuco

  

O presente texto refere-se à pesquisa de mestrado em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco, que se encontra atualmente nos momentos iniciais de elaboração.  Situada no campo da Antropologia da Política, seu foco são os discursos e tensões envolvidos no processo de planejamento e execução de políticas culturais em comunidades tradicionais. Como um estudo de caso, trato da comunidade quilombola de Castainho, localizada no agreste do estado de Pernambuco.

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“BRILHAM ESTRELAS DE SÃO JOÃO!”: HOMOSSEXUALIDADES E TRAVESTILIDADES MASCULINAS NAS FESTAS JUNINAS DO PARÁ

  

Rafael da Silva Noleto
Doutorando em Antropologia Social
Universidade de São Paulo

 

Esta pesquisa assume como ponto de partida a noção de que os períodos de congregação social, os quais, muitas vezes, denominamos como “festas” podem ser compreendidos tanto como ocasiões rituais de aproximação de pessoas e grupos sociais quanto como momentos de transposição das fronteiras que delimitam esferas de significação e atuação para diferentes sujeitos inseridos em um dado contexto social[1]. Assim, esta pesquisa é dedicada à análise de um contexto festivo (as festas juninas) a partir da problematização do protagonismo homossexual e travesti identificado nos concursos de danças juninas e de “Miss Caipira Gay” realizados no mês de junho na cidade de Belém e em muitos municípios do interior do Estado do Pará.

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