Associação Brasileira de Antropologia

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Novas Pesquisas

Editorial
Gustavo Santa Roza Saggese, Camila Alves Machado Sampaio e
Barbara Maisonnave Arisi

Novas Pesquisas - Blog

ÍNDIOS, QUILOMBOLAS, ÁRABES E NORDESTINOS E O SABOR AMARGO DO CACAU

 

ÍNDIOS, QUILOMBOLAS,
ÁRABES E NORDESTINOS E O
SABOR AMARGO DO CACAU

 

Sistema agroflorestal municipio de Ubaitaba. Foto do autor

 

Eduardo Alfredo Morais Guimarães

Professor assistente da Universidade do Estado da Bahia
Doutorando em Estudos Étnicos e Africanos
Universidade Federal da Bahia
Bolsista FAPESB

 

 

As ideias aqui desenvolvidas são fruto das primeiras reflexões sobre a Comunidade Quilombola de Empata Viagem, localizada no Município de Marau, Região Sul da Bahia. Como outras comunidades localizadas na região[i], Empata Viagem alcançou notoriedade em decorrência da qualidade da farinha de mandioca produzida artesanalmente e, sobretudo, do domínio das técnicas de plantio do cacau sob a floresta raleada.

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FEIRA KRAHÔ DE SEMENTES TRADICIONAIS: cosmologia, história e ritual no contexto de um projeto de segurança alimentar

 

FEIRA KRAHÔ DE SEMENTES TRADICIONAIS

cosmologia, história e ritual no contexto de um projeto de segurança alimentar

 

 

 

Júlio César Borges

Doutor em Antropologia Social
Universidade de Brasília
Consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

 

 

Pra não acabar a história e a festa, tem que estar sempre fazendo, porque vai passando para os outros mais novos aprender a realizar. Para não acabar a festa. Porque essa história, desde não sei quantos mil anos atrás, faz parte dos Krahô. Através dessa festa é que mostramos que somos Me)hĩ – temos outras cantigas, outra forma de nos organizar. Isso tudo é que chama Me)hĩ, Krahô. A festa movimenta as músicas, as danças, as crenças. Por isso é que Me)hĩ tem isso. Porque se não tiver isso, não é Me)hĩ. Isso que mostra nossa identidade. É tudo isso. É a festa que faz fortalecer, tanto nas músicas [cantos] quanto no esporte [corrida de toras].

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A homossexualidade na manutencao dos vínculos familiares

 

A HOMOSSEXUALIDADE NA MANUTENÇÃO DOS VÍNCULOS FAMILIARES

 

Créditos: Luciano Lobão

 

 

Alessandra Caroline Ghiorzi

Graduanda em Ciências Sociais
Universidade Federal do Mato Grosso

 

Flávio Luiz Tarnovski

Professor do Departamento de Antropologia
Universidade Federal do Mato Grosso

 

 

Expressar o desejo por uma pessoa do mesmo sexo, vivendo em uma sociedade heteronormativa (Butler, 2003), é um desafio que confronta parte das pessoas nos dias atuais. Entre outras dificuldades, muitos sujeitos enfrentam o processo de se “revelar” perante a família de origem, o que pode se apresentar de forma dramática, devido aos significados negativos associados à homossexualidade.

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SOBRE A POSSIBILIDADE DE SE TORNAR UMA “BOA FAMÍLIA” afirmações e representações no pleito à adoção movido por gays e lésbicas

 

SOBRE A POSSIBILIDADE DE SE
TORNAR UMA “BOA FAMÍLIA”

afirmações e representações no pleito à adoção movido por gays e lésbicas

 

 

Ricardo Andrade Coitinho Filho

Mestre em Ciências Sociais
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

 

 

Introdução

O presente trabalho aponta como gays e lésbicas, ao pleitearem a adoção, procuram evidenciar, para a equipe técnica da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, que podem fazer um bom exercício da parentalidade. Em seu pleito, estes são identificados como "homoafetivos[i]". O objeto de análise foram processos e habilitações em adoção movidos no Rio de Janeiro. A questão central era compreender a forma com que gays e lésbicas têm sido tratados quando optam por compor uma família através do projeto filiativo da adoção[ii].

 

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HOMOSSEXUALIDADE INDÍGENA NO BRASIL

 

HOMOSSEXUALIDADE INDÍGENA NO BRASIL

desafios de uma pesquisa

 

 

Ilustração de Theodor de Bry (1528-1598). 

 

 

Estevão Rafael Fernandes

Professor da Universidade Federal de Rondônia

Doutorando em Estudos Comparados sobre as Américas

Universidade de Brasília

 

 

 

Este texto busca levantar alguns dos questionamentos que tenho elaborado desde que escolhi como tema de pesquisa o ativismo homossexual indígena no Brasil a partir de uma perspectiva comparada com os Estados Unidos. Na verdade, tratam estas reflexões justamente do que eu não tenho encontrado na literatura e como, a partir disso, minhas preocupações analíticas vêm tomando corpo.  

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AS SITUAÇÕES-LIMITE E SEUS DESDOBRAMENTOS SOBRE AS VIDAS DAS MULHERES QUE LUTARAM CONTRA A DITADURA NO BRASIL

 

AS SITUAÇÕES-LIMITE E SEUS DESDOBRAMENTOS SOBRE AS VIDAS
DAS MULHERES QUE LUTARAM CONTRA A DITADURA NO BRASIL

 

 

Lívia de Barros Salgado

Mestranda em Ciências Sociais
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Bolsista CAPES

 

O período entre 1964 e 1985 foi marcado pela violência estatal e cerceamento da liberdade da população brasileira. O cenário era de opressão e perseguição aos opositores, resultando em centros de torturas clandestinos e da prática de “desaparecimentos forçados”. O Ato Institucional nº 5, em 1968, intensificou ainda mais o caráter ditatorial do regime, e o governo passou a ter plenos poderes para cassar mandatos, suspender direitos políticos e o habeas corpus em crimes contra a segurança nacional, além de outras medidas. Nesse contexto foi generalizado o uso da tortura e outros desmandos, tudo em nome da “segurança nacional”. 

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VMDL: Breves considerações sobre rolezinho, narrativas de classe, redes e a cidade

 

VMDL[i]

breves considerações sobre rolezinho,
narrativas de classe, redes e a cidade

 

 

 

 

 

Louise Scoz Pasteur de Faria

Doutoranda em Antropologia Social – Bolsa CNPq
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

Moisés Kopper

Doutorando em Antropologia Social – Bolsa CNPq
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

Domingo, 23 de março de 2014. Um evento criado no site de rede social Facebook anunciava, para essa data, o Rolezinho no Shopping Praia de Belas[ii]. Localizado entre a região central e sul da cidade de Porto Alegre, é ponto de convergência do constante fluxo de veículos que partem de ambas zonas urbanas e transeuntes que circulam na pista da Usina do Gasômetro, desenhada ao longo de parte do Rio Guaíba, e no Parque Marinha do Brasil que compreende uma área de pouco mais de 70 hectares ao lado do empreendimento. A expectativa era grande. A página indicava cerca de 1,2 mil presenças confirmadas desde o dia 16 de março, quando a proposta havia sido lançada, que se concentrariam nas dependências do shopping a partir da uma hora da tarde sem hora para acabar. 

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