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Editorial

Nessa edição, a equipe da Novos Debates dedicou-se à tarefa de aproximar a revista dos critérios e exigências acadêmicas para assegurar a qualidade de periódicos científcos, transformando o formato mais experimental com o qual trabalhávamos anteriormente. Ainda há muito a ser aprimorado para alcançar o equilíbrio entre uma proposta academicamente consistente e o caráter mais ousado de um material em construção, que se proponha a divulgar a produção acadêmica de uma nova geração de antropólogos.

O enfoque em textos mais curtos e em pesquisas desenvolvidas por estudantes e profssionais de diferentes níveis de formação foi mantido na seção Novas Pesquisas, com apresentações sucintas que oferecem às leitoras um panorama da produção em antropologia nas cinco regiões do país. A organização da seção Fórum foi realizada por Bruno Zilli, e traz análises sobre o contexto sociopolítico no Brasil em relação às discussões públicas sobre gênero e sexualidade. Os artigos e as reflexões trazidas por Zilli e as demais autoras colaboradoras apresentam como a exclusão da temática sobre gênero e sexualidade nos Planos Municipais e Estaduais de Educação no Brasil são reflexo de um movimento mais amplo, amparado em fundamentalismos – não apenas religiosos – que cedem pouco espaço para o diálogo, a reflexão sistemática e o (re)conhecimento da alteridade. Trata-se de um momento bastante delicado em nosso país e acreditamos que a academia pode e deve ter voz para assegurarmos a manutenção de uma sociedade plural e democrática.

Carlos Alexandre B. Plínio dos Santos, editor convidado para a seção Opinião, realizou um percurso que inquieta tanto antropólogas em formação quanto aquelas mais experientes. Seu esforço está organizado em torno da discussão sobre o ofício da antropóloga no Brasil, especialmente aquelas que trabalham em territórios etnicamente diferenciados e/ou com órgãos e agentes do Estado.

Como uma edição de transição, optamos por centralizar nossas atividades nas seções supracitadas. Agradecemos a todas as pareceristas engajadas nessa edição e ao conselho editorial. Todas prontamente se colocaram à disposição para aperfeiçoar e continuar aperfeiçoando o trabalho da revista.

Esperamos que esta edição seja um estímulo para que novas antropólogas acompanhem o que vem sendo produzido no Brasil em termos de reflexão e prática sobre a profssão e os embates que vêm sendo travados por nossas colegas em arenas como a educação (combatendo a tentativa de excluir ensino sobre gênero das escolas) e do exercício de nossa atividade profssional. Desejamos a todas uma boa leitura!

Gustavo Santa Roza Saggese
Camila Alves Machado Sampaio
Barbara Maisonnave Arisi

Editorial

 

Nessa edição, a equipe da Novos Debates dedicou-se à tarefa de aproximar a revista dos critérios e exigências acadêmicas para assegurar a qualidade de periódicos científicos, transformando o formato mais experimental com o qual trabalhávamos anteriormente. Ainda há muito a ser aprimorado para alcançar o equilíbrio entre uma proposta academicamente consistente e o caráter mais ousado de um material em construção, que se proponha a divulgar a produção acadêmica de uma nova geração de antropólogos.

O enfoque em textos mais curtos e em pesquisas desenvolvidas por estudantes e profissionais de diferentes níveis de formação foi mantido na seção Novas Pesquisas, com apresentações sucintas que oferecem às leitoras um panorama da produção em antropologia nas cinco regiões do país.

A organização da seção Fórum foi realizada por Bruno Zilli, e traz análises sobre o contexto sociopolítico no Brasil em relação às discussões públicas sobre gênero e sexualidade. Os artigos e as reflexões trazidas por Zilli e as demais autoras colaboradoras apresentam como a exclusão da temática sobre gênero e sexualidade nos Planos Municipais e Estaduais de Educação no Brasil são reflexo de um movimento mais amplo, amparado em fundamentalismos – não apenas religiosos – que cedem pouco espaço para o diálogo, a reflexão sistemática e o (re)conhecimento da alteridade. Trata-se de um momento bastante delicado em nosso país e acreditamos que a academia pode e deve ter voz para assegurarmos a manutenção de uma sociedade plural e democrática.

Carlos Alexandre B. Plínio dos Santos, editor convidado para a seção Opinião, realizou um percurso que inquieta tanto antropólogas em formação quanto aquelas mais experientes. Seu esforço está organizado em torno da discussão sobre o ofício da antropóloga no Brasil, especialmente aquelas que trabalham em territórios etnicamente diferenciados e/ou com órgãos e agentes do Estado.

Como uma edição de transição, optamos por centralizar nossas atividades nas seções supracitadas. Agradecemos a todas as pareceristas engajadas nessa edição e ao conselho editorial. Todas prontamente se colocaram à disposição para aperfeiçoar e continuar aperfeiçoando o trabalho da revista.

Esperamos que esta edição seja um estímulo para que novas antropólogas acompanhem o que vem sendo produzido no Brasil em termos de reflexão e prática sobre a profissão e os embates que vêm sendo travados por nossas colegas em arenas como a educação (combatendo a tentativa de excluir ensino sobre gênero das escolas) e do exercício de nossa atividade profissional. Desejamos a todas uma boa leitura!


Gustavo Santa Roza Saggese
Camila Alves Machado Sampaio
Barbara Maisonnave Arisi