Uma carta sobre sonhos, saudades e etnografias do possível
DOI:
https://doi.org/10.48006/2358-0097/V11N2.E112002Resumo
Esta carta, direcionada a uma velha amiga do autor, reflete sobre a formação antropológica no Sul Global a partir de reminiscências fragmentadas de uma trajetória singular, conectando memórias pessoais de precariedades relativas (origem de classe, neurodivergências, queerness) e suas implicações sobre a prática etnográfica. O autor propõe o conceito de "etnografias do possível" para descrever abordagens realistas e adaptáveis, desenvolvidas por pesquisadores/as brasileiros/as e de outros contextos do Sul Global, sob condições de financiamento limitado, tempo restrito e em um contexto pós-colonial. A carta argumenta pela validação e expansão de teorias e metodologias experimentais e irreverentes que questionam os referenciais canônicos eurocêntricos, celebrando a renovação da Antropologia Social a partir do reconhecimento, valorização e problematização das múltiplas trajetórias e vivências de novos/as investigadores/as.
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