Hooligans à luz da Teoria da Estruturação
DOI:
https://doi.org/10.48006/2358-0097/V12N1.E121030Resumo
O entendimento de que o futebol é um importante fenômeno social em vários países, traz o estímulo e o desejo da reflexão acerca do torcer, mais especificamente, sobre seus grupos de torcedores. Assim diante da oportunidade dada pelo convite para participação no III Seminário de Extensão Pensadores Sociais e o Esporte no Cinema, trouxemos à baila o filme Hooligans, dirigido pela cineasta Lexi Alexander e discutimo-lo à luz da teoria da estruturação de Anthony Giddens. É disso que trata o texto em questão. Para tal, o presente texto se estruturou primeiramente, a partir de apresentação e discussão pública do filme Hooligans durante o referido Seminário, ocorrido em janeiro de 2026 na Universidade Federal de Sergipe. Diante dessa conjuntura, trouxemos nessa publicação um breve resumo sobre o filme e cotejamos com a bibliografia que tradicionalmente vem tratando e discutindo o hooliganismo. Além disso, encontramos no sociólogo Anthony Giddens uma base teórica, que nos ajuda a pensar acerca do processo de estruturação, organização e manifestação desses torcedores. Concluiu-se, que o filme permite que entendamos os processos de reprodução social que são construídos na sociedade. Percebemos que ele ilustra perfeitamente que as estruturas sociais limitam, por vezes, as ações das pessoas, mas também são as únicas ferramentas que elas possuem para agir e transformar a própria realidade. Assim, o hooliganismo não se trata apenas do contexto futebolístico. Ele representa esse emaranhado de estruturas, que são regidas por códigos internos de comportamento.
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