Amor no armário
Futebol e homossexualidade no filme Mario (2018)
DOI:
https://doi.org/10.48006/2358-0097/V12N1.E121031Resumo
A partir da produção filmográfica suíça ‘Mario’ (2018), este ensaio propõe uma análise socioantropológica do futebol como um laboratório de gênero, lugar em que a masculinidade hegemônica é performada, vigiada e reforçada. A problemática central questiona como o filme representa a tensão entre a normatividade heterossexual do futebol profissional e a vivência homoafetiva de dois jogadores, evidenciando os dispositivos institucionais, corporais e emocionais que perpetuam a submissão de masculinidades subalternizadas. O texto ainda interroga em que medida a narrativa fílmica reproduz ou subverte a lógica da dominação de gênero, e quais possíveis fissuras e resistências são vislumbradas no universo esportivo representado. Conclui-se que o filme Mario (2018) é de uma política e de uma estética que podem contribuir com a resignificação da existência da homossexualidade no futebol e por consequência, desarmar preconceitos ligados a homofobia.
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