Da burocracia e nomeação ou sobre a noção de pessoa

o que um nome de juiz interessa para a Antropologia?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48006/2358-0097/V11N2.E112009

Palavras-chave:

Nomeação, Justiça, Cartórios, Noção de Pessoa, Falsidade Ideológica

Resumo

O que um caso, originado no interior de São Paulo e envolvendo um juiz aposentado e sua busca por segunda via de Identidade pode nos dizer sobre nomeação, justiça, burocracia cartorial, distinção e Pessoa? Ou ainda, até onde é possível estar nas teias da administração estatal? Quais as rotas de fuga e os pontos cegos? É este exercício de influir nestas questões que empreendo neste texto. Partindo de um caso midiatizado no Brasil em canais jornalísticos de grande circulação e de dados de um trabalho de campo realizado em 2023, busco pensar alguns destes elementos que envolvem os processos de nomeação. Elejo uma reportagem, transmitida por filmagem, como a fonte para descrição do caso e argumento que a pura linguagem da fraude não é suficiente – talvez nem mesmo adequada – para compreendermos agenciamentos como estes que perturbam a própria feitura do Estado.

Biografia do Autor

André Luiz Coutinho Vicente, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorando em Antropologia Social. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, Departamento de Antropologia, Rio de Janeiro, Brasil. Mestre em Antropologia Social (PPGAS-MN/UFRJ), Pedagogo (IE/UFRRJ) e bacharelando em Ciências Sociais (ICHS/UFRRJ). Membro dos laboratórios Conectividades (PPGCS/UFRRJ) e Laced (PPGAS-MN/UFRJ).

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Publicado

11.02.2026

Como Citar

Vicente, A. L. C. (2026). Da burocracia e nomeação ou sobre a noção de pessoa: o que um nome de juiz interessa para a Antropologia?. Novos Debates, 11(2). https://doi.org/10.48006/2358-0097/V11N2.E112009

Edição

Seção

Novas Pesquisas