Uma Conterrânea retorna ao lar
Feminismo negro e o chamado da antropologia nativa
DOI:
https://doi.org/10.48006/2358-0097/V11N2.E112014Palavras-chave:
Feminismo negro, Antropologia em casa, Etnografia, AtivismoResumo
Neste ensaio, Cheryl Rodriguez, antropóloga feminista negra, reflete sobre os desafios e as possibilidades de uma antropologia negra feminista nativa ao retornar como pesquisadora à sua cidade natal, Tampa, Flórida. A partir de sua etnografia com mulheres negras ativistas, a autora discute as tensões entre proximidade e distanciamento no trabalho de campo, questionando os pressupostos metodológicos da antropologia tradicional. Rodriguez estrutura sua análise em três eixos centrais: as lutas históricas e contemporâneas das feministas negras, a importância da nomeação no feminismo negro e as políticas do lar de origem (politics of home). Ao articular etnografia, literatura e ativismo, a autora argumenta que a antropologia em casa (anthropology at home) não é um caminho metodologicamente mais simples, mas sim um empreendimento que demanda reflexividade e comprometimento ético e político daqueles que decidem fazer de suas próprias comunidades um campo etnográfico. Sua abordagem dialoga criticamente com o legado da antropologia e contribui para a construção de práticas etnográficas que valorizam o conhecimento, as ações políticas e as vidas das mulheres negras.
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